IRACI LEITE

Iraci Leite conheceu frei Hans Stapel na paróquia Nossa Senhora da Glória, em Guaratinguetá/SP. Logo que o frei chegou à comunidade, trouxe consigo o carisma do Movimento dos Focolares, a unidade e de São Francisco de Assis, a pobreza.

Em suas homilias Frei Hans inspirou a todos, contando experiências que havia vivido, especialmente com a frase “tudo que fizestes aos menor dos meus irmãos, a mim o fizeste” (Mt 25,40). Isso ajudou a dar um impulso na vida em comunidade.

Na época, Iraci ficou tocada com a proposta de viver o Evangelho e colocá-lo em prática. Deixou o trabalho no banco e doou sua vida aos trabalhos com os mais necessitados.

Vocação

Eu ansiava para que Deus fosse o tudo em minha vida. E era muito forte para mim a resposta de Jesus ao moço rico: “Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, vem e segue-me” (Mc 10,21). Eu trabalhava no banco e viver essa palavra para mim significou colocar a poupança que eu tinha em comum, e mais tarde, o meu salário. E isso me trouxe uma grande alegria.

Eu queria muito ter vivido no tempo de Jesus, para como os apóstolos, escutá-lo e conviver com Ele. Mas descobri que Ele pode estar entre nós, quando nos amamos, conforme prometeu: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Fiquei fascinada por esta realidade que experimentava quando estava com a comunidade na Paróquia. Comecei a pedir a Deus uma companheira que partilhasse comigo aquele ideal, pois queria uma comunidade para viver permanentemente com a presença de Jesus entre nós.

Quando estava próximo de iniciar o Centro Feminino, compreendi junto com a comunidade, que poderia viver a promessa de Jesus: “Quem deixa pai e mãe por mim, encontrará o cêntuplo” (Mc 10,30). Meus dez irmãos já haviam se casado. Deixei minha mãe de 74 anos, que pensava que eu seria o apoio na sua velhice. Eu a amava com extrema ternura. E mamãe não compreendeu no início, mas era a hora do “sim”. Apesar do sofrimento, mamãe me disse: “Se Deus chama você, vai”. Deus cuidou de minha mãe. Ela ficou bem e ainda viveu dez anos, com o apoio de todos os filhos, mais livre e mais feliz que antes.

Luci e eu começamos juntas o Centro Feminino. Para mim, era mais que começar um centro de recuperação, era a possibilidade de viver sempre com Jesus no nosso meio. E foi Ele quem nos inspirou como viver com as jovens. Luci e eu nos esforçamos para ter sempre essa presença de Jesus entre nós, através do nosso amor recíproco, que cresceu e amadurece sempre mais.

Nem eu nem Luci tínhamos experiência sobre droga, mas nos momentos de dúvidas sempre pensávamos que, se era por amor às meninas, podíamos fazer. Deus ia iluminando: “A quem me ama, Eu me manifestarei” . Três meses depois, tínhamos a segunda casa e outras jovens se juntavam a nós.

Iraci da Silva Leite

Perfil

Formada em Serviço Social, Iraci trabalhava no banco e havia se decepcionado com sua profissão, mas a vivência do evangelho e a descoberta de ver Jesus no próximo deu um novo sentido em sua vida. Buscava entender a vontade de Deus, mas não ficou parada, além de seu trabalho no banco, nas horas vagas ajudava na assistência aos pobres na Obra Social da paróquia Nossa Senhora da Glória. Ela tinha  o desejo profundo de ter outras companheiras, com quem pudesse dividir sua vida de doação.

Uma experiência marcante na vida de Iraci foi baseada na frase do Evangelho, em que Jesus diz ao jovem rico: “vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, vem e segue-me.” Isso significou colocar em comum tudo o que tinha, primeiro suas economias e depois, o seu salário.

A Fazenda da Esperança masculina já havia iniciado suas atividades há cinco anos, e em 4 de outubro de 1988, Luci, tia de Nelson, chegou a Guaratinguetá para iniciar a parte feminina. E, assim, unidas por um mesmo ideal, Luci e Iraci prepararam a acolhida do primeiro grupo de meninas que buscavam a recuperação.

Para Iraci, era mais do que começar um centro de recuperação, era a possibilidade de viver sempre com Jesus em meio. Afinal foi Ele quem inspirou esse “jeito” de viver com as jovens, mesmo nos momentos difíceis, fazer tudo por amor a elas. Deus ia iluminando: “A quem me ama, Eu me manifestarei”. Três meses depois, foi aberta a segunda casa e mais jovens se juntaram ao grupo.

Galeria de Imagens

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